13 de julho de 2017

Os trabalhos de tradução da Bíblia King James de 1611

Os trabalhos de tradução da Bíblia King James de 1611

Em janeiro de 1604, o rei James convocou a Conferência da Corte de Hampton a fim de ouvir “o que poderia estar errado com o desenvolvimento da igreja”. Durante a conferência, o líder puritano Dr. John Reynolds, solicitou ao rei James que a melhor maneira de se cooperar para o progresso da vida e da doutrina da Igreja seria dar ao povo uma nova e mais correta tradução das Escrituras, corrigindo uma série de pontos alterados e corrompidos nas Bíblias permitidas nos reinados de Henrique VIII e Eduardo VI.

O rei James se agradou muito da ideia e em julho de 1604 nomeou 54 homens que formaram um comitê de tradução. Esses homens não eram apenas os melhores linguistas e maiores eruditos do seu reino, mas considerados, na época, os mais capazes do mundo. Muito do trabalho e da metodologia desses homens, aplicados à tradução da Bíblia King James, formou a base dos mais importantes estudos linguísticos e tradutológicos, ainda hoje, usados nas grandes universidades em todo o mundo.

Os estudiosos e tradutores foram organizados e divididos em seis grupos, e se encontravam respectivamente em Westminster, Cambridge e Oxford (curiosamente, a ideia da tradução da Bíblia King James Atualizada em português também surgiu em Oxford durante uma série de palestras sobre o assunto sob a coordenação da Lion Publishing com a participação do editor e jornalista Oswaldo Paião, representando a Sociedade Bíblica Ibero-Americana do Brasil e a editora Abba Press). 

Esse grupo de eruditos reuniam qualificações gerais e específicas cujo conhecimento e habilidade com as línguas originais jamais foram rivalizados por quaisquer outros especialistas, quer antes ou depois deles, até o dia de hoje. Foram estudiosos que dedicaram toda a vida na sincera busca de Deus e do conhecimento da Sua Palavra. Um desses tradutores foi o Dr. Lancelot Andrews, que dominava pelo menos 15 línguas, e, com cerca de seis anos, já havia lido toda a Bíblia Hebraica (Tanakh). Todos os demais membros do comitê de tradução liderados pelo próprio rei e biblista James I, tinham semelhante qualificação. Alguns foram autores dos mais importantes dicionários e léxicos, inclusive em línguas estrangeiras; era comum realizarem extensos e profundos debates em grego; todos foram autores de grandes obras em outras áreas do conhecimento. Eles não somente conheciam perfeitamente a língua e a cultura hebraica, aramaica e grega, mas dominavam outros idiomas relacionados ao mundo antigo e bíblico que, sem dúvida, iluminavam o conhecimento geral, como o arábico, persa, cóptico, siríaco, latim, caldeu, espanhol, francês, italiano e holandês.

Esses valorosos homens não foram somente alguns dos mais respeitáveis eruditos do mundo em sua época, foram igualmente cristãos comprometidos com uma vida sincera e dedicados à fé em Jesus Cristo e na Palavra de Deus. Serviram ao Senhor como deões e presidentes das mais renomadas universidades da terra, como Oxford, Cambridge e Westminster. Alguns deles ficaram conhecidos por seus longos períodos de oração de até cinco horas por dia, fora o trabalho diuturno que realizavam.

Contudo, todo o trabalho de tradução da Bíblia King James (Authorized Version, como era seu nome original) não foi realizado sem grande oposição de muitos desafetos e inimigos da verdade. De acordo com as notas dos tradutores que ficaram registradas no prefácio da Bíblia King James, a igreja Católica Romana fez oposição radical e até mortal contra cada participante da versão e publicação dessa edição da Bíblia em língua comum. O sistema papal constituiu-se num dos mais ferrenhos inimigos dos tradutores. O comitê de tradução escreveu à alta cúpula da instituição Católico Romana: “Nossos críticos têm tanto medo da Luz das Escrituras, que eles desconfiam até daqueles que por essa Luz são iluminados… Certamente não somos daqueles que tendo encontrado o bom e puro ouro ficam receosos de prová-lo ao fogo, mas tememos sim, a falsidade.”

Ao lermos o comentário “Dos Tradutores ao Leitor” e “A Carta Dedicatória”, que se encontram na primeira edição da “Authorized Version” (Versão Autorizada), compreendemos que o próprio rei James I posicionou-se como uma parede, um baluarte, contra todas as tentativas para neutralizar ou retardar essa obra. Eis um trecho do depoimento que abre o comentário “Dos Tradutores ao Leitor” publicado na primeira edição da Bíblia King James em 1611:

“A coragem e constância de Sua Majestade, apesar das muitas e ferozes calúnias que sofrera, possibilitou que as mais acuradas pesquisas em benefício da tradução das línguas bíblicas originais para o Inglês tivessem pleno êxito”.

Apesar da forte oposição da instituição católico romana, a grandiosa obra de tradução da Bíblia King James foi completada com louvores em 1611 e passou a ser conhecida como a primeira “Authorized Version of the Bible” – a primeira tradução dos manuscritos da Bíblia, a partir dos textos bíblicos nas línguas originais, disponíveis ao estudo na época, para a língua comum inglesa, mediante expressa autorização do rei – como havia profetizado Tyndale há muitos anos, pouco antes de ser degolado e queimado em praça pública, na cidade de Vilvoorden (próximo de Bruxelas, Bélgica) em 1536, por ordem do rei Henrique VII em conluio com as igrejas Anglicana e Católico Romana. William Tyndale foi um pastor e estudioso protestante inglês, mestre em artes em Oxford, o primeiro tradutor das Escrituras para a língua inglesa, que fora condenado à morte em fogueira pública pelo crime de traduzir e publicar as Escrituras Sagradas em linguagem popular (comum) e que, no momento de sua execução, bradara diante de seus algozes e do povo: “Meu Deus, abra os olhos do rei da Inglaterra!”. E, 75 anos depois, essa súplica cumpriu-se integralmente com a publicação da “Authorized Version”, a Bíblia King James.

Nos anos que seguiram ao seu lançamento público, a Bíblia King James eclipsou todas as demais traduções e versões até então produzidas em todo o mundo – jamais por força ou poder político, mas pela própria vontade e expressão dos estudiosos e do povo leitor – até que, 250 anos mais tarde, o primeiro “fogo estranho” surgiu, tentando criticar e desmerecer o real valor dessa obra magnífica e eterna: surgiu um clamor dos críticos por “Revisão” e publicou-se a edição “Revised Standard Version / Versão Padrão Revisada” e, desde então, dezenas de novas traduções, adaptações, versões e edições em linguagens modernas e atuais surgiram, muitas dessas – com o apoio financeiro e político do sistema papal católico romano – tais edições poderiam ser consideradas “Unauthorized Versions / Versões não Autorizadas ou Espúrias”.

Infelizmente, profissionais das novas ciências da economia, da comercialização e do consumo, como o “mau marketing” descobriram na publicação da Bíblia um excelente “negócio” e resolveram lotar as gôndolas dos supermercados com belas capas e pobre conteúdo. Há empresas que nem se preocupam com as belas capas e o bom acabamento da obra, e imprimem, versões incompletas e em linguagem descuidada, sobre o pior e mais barato papel, a Palavra que Deus escreveu com sangue ao longo de séculos e milênios, como a Sua Carta Pessoal à Humanidade.

King James foi um homem que enfrentou com fé suas próprias lutas e dores.
Ainda que James (Tiago) I tenha vivido uma vida de muitas e magníficas realizações, fora um homem familiarizado com o sofrimento em suas diversas modalidades e expressões. Sofreu com necessidades especiais em suas pernas; tinha dificuldade para pronunciar as palavras com clareza, ainda que fosse um homem extremamente culto e poliglota. Como resultado de sua pouca força nas pernas e instabilidade para andar, tinha quedas comuns, e muitos machucados pelo corpo, além de sofrer com a humilhação e a zombaria dos inimigos que se aproveitavam dessas fraquezas para criticá-lo. James ainda lutou contra várias outras enfermidades, como artrite, cólicas abdominais, gota, insônia, espasmos e fraqueza, náuseas, diarreias, e horríveis dores renais. Muitos pesquisadores e biógrafos acreditam que os vários males de saúde de James eram congênitos e produzidos pelo sistema nervoso.

Além desses martírios físicos, o rei padecia de depressão, motivada, principalmente, pela maneira como perdeu os pais e sua amada esposa, Queen Anne, ocorrida em 1619, e que fora precedida pela morte de seu filho mais velho, Prince Henry, em 1612. King James foi um homem que conheceu a dor e o sofrimento em suas várias dimensões e soube usar sua própria dor para se compadecer do próximo ao mesmo tempo em que se tornou um valoroso encorajador. O pôr do sol da vida do rei James VI e I ocorreu no dia 27 de março de 1625 em Theobolds Park na cidade de Herts, Inglaterra. Morreu aos 58 anos de idade e foi sepultado na abadia de Westminster. Diferentemente de muitos monarcas escoceses, King James morreu em sua própria cama, em paz, tendo o carinho de seus súditos e de muitos líderes estrangeiros. Transferiu seu reinado – sem máculas – para seu filho adulto, o que também não era comum entre os monarcas do Reino Unido naqueles tempos.

Após mais de 400 anos de existência e frequentes aperfeiçoamentos, como os implementados na nova tradução atualizada para a língua portuguesa, realizada com maestria e total dedicação pelo Comitê Internacional de Tradução da Sociedade Bíblica Ibero-Americana e editora Abba Press, a Bíblia King James mantém sua trajetória de sucesso e a preferência dos leitores em todo o mundo, e, agora, pelos leitores de língua portuguesa, conduzindo diariamente milhares de pessoas, crianças, jovens, adultos e idosos, ao conhecimento de Jesus Cristo como único e poderoso Salvador de suas vidas, aqui, na terra e em nosso tempo, e por toda a eternidade na Nova Jerusalém (Ap 21 KJA).

Áudio-Book em MP3 – Bíblia King James AT e NT

Áudio-Book em MP3 – Bíblia King James AT e NT

Bíblia King James completa em MP3 – são 5 áudios contendo o AT e NT – toda a leitura da Bíblia com narração de profissionais de locação, sendo que alguns fazem a leitura como personagens bíblicos, com entonação e voz diferenciada como atores da voz, imperdível.
Ouça com facilidade e praticidade no seu veículo, em casa no seu PC ou aparelho de som, toda a Bíblia.
E o melhor de tudo, você vai refrescar sua mente com a Palavra de Deus na melhor tradução dos textos originais mais antigos em Grego, Hebraico e Aramaico para a língua portuguesa. Bom demais!
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Bíblia King James de Estudo – LG – Luxo Preta

Bíblia completa no formato 16x23cm, na tradução dos melhores e mais antigos manuscritos do Hebraico, Grego e Aramaico, com a clássica e primorosa linguagem atual da King James.
A Bíblia de Estudo com Letra Grande é uma bíblia completa, com Palavras de Deus em azul e com as Palavras de Jesus em vermelho, comentários, notas, esboços, diagramas, introdução, mapas coloridos, índice e zíper.
Uma Bíblia impressa e encadernada na China, com papel e encadernação em ótima qualidade.
Você poderá receber sua edição em casa. Basta fazer seu pedido. Aproveite, e tenha em mãos uma obra que poderá transformar para sempre sua vida! Bons estudos na Palavra de Deus


15 de dezembro de 2015

Bíblia KJA Freemind com Estudo do Dr. Augusto Cury


Bíblia KJA Freemind com Estudo do Dr. Augusto Cury


Você se surpreenderá com tudo de bom que irá encontrar na Palavra de Deus e, como nas próprias palavras do Dr. Cury:


"Os 12 alunos do Mestre de Nazaré tinham vários conflitos importantes em sua personalidade: eram autoritários, radicais, exclusivistas, punitivos, tinham a necessidade neurótica de poder, de controlar os outros e de estar sempre certos. Enfim, frequentemente lhe davam dores de cabeça. Mas, depois de todo seu treinamento educacional, que durou pouco mais de três anos, transformou-os numa nobre casta de pensadores flexíveis, generosos, que protegiam suas emoções, gerenciavam seu estresse, dirigiam o script de sua história, e que, acima de tudo, consideravam a vida um espetáculo único e imperdível. Será muito interessante, após estudar cada capítulo, analisar como o maior educador da história aplicou as ferramentas do “Freemind”. Mentes livres e emoção saudável eram duas de suas metas fundamentais".

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